terça-feira, 27 de março de 2012

Preparando a viagem


Se vc nunca viajou com seu pimpolho, mas tem vontade ou está planejando... Prepare-se!

Tem gente que não tem paciência pra viajar, outras se sentem indispostas, enjoam ou simplesmente não gostam! Se a viagem é longa então, pode haver infinitas reações físicas e emocionais. Por isso sempre nos preparamos pra enfrentar a empreitada de acordo com nosso autoconhecimento. Mas e o bebê que não vai falar do que gosta ou de como vai se sentir? Pode ser que seja tudo tranquilo, mas pode ser que não...

Nossa primeira experiência foi um tanto curiosa, elas estavam com 1 ano. A Amelie se comportou relativamente bem, já a Sofia...  além de febre emocional, ficou manhosa e birrenta, praticamente irreconhecível. Levou dias para que se adaptar aos novos ambientes.

Na segunda experiência, já com dois anos, trocamos o horário da viagem, o que foi ótimo. O problema passou a ser sair do carro e depois ter que voltar, elas pareciam estar com trauma dele! “não cauô, não cauô!”. Sofia vomitou no caminho e Amelie dormiu, muito! Mas dessa vez, nada de birras... ufa!

Conclusão, vai viajar? Lista de itens indispensáveis: roupas para todas as ocasiões e temperaturas possíveis, antitérmico, água e afins, comidas, brinquedos, protetor solar, termômetro, proteção solar para janela do carro, soro reidratante, etc, etc, etc.

Mas não acabou... 

Adicione: tolerância para alterações bruscas de comportamento, um enorme repertório musical e de brincadeiras para ser utilizados durante a viagem, desapego total para manutenção da limpeza interna do carro e muita, mas muita paciência... pra tudo! E claro, uma memória gigantesca na máquina fotográfica porque você vai querer registrar cada momento e depois de voltar pra casa vai ficar revendo as fotos por pelo menos uma semana inteira!!

E boa viagem!!!


sexta-feira, 9 de março de 2012

Ensino-aprendizagem


Quanto mais o tempo passa, mais forte se torna a certeza de que os bebês são grandes esponjas, absorvem tudo que lhes é ensinado com uma facilidade invejável! Eles repetem aquilo que observam e aprendem tudo e qualquer coisa que você ensine, e às vezes nem precisa repetir, uma vez ensinado, basta.

Levei pouco tempo para ensiná-las a levar o copo na pia após beberem o leite, hoje elas não só levam o copo, mas também o prato quando acabam de comer! Eu também acho lindo, mas...

Um belo dia (há uns bons meses atrás!), estávamos tomando café da manhã e o telefone tocou. Corri pra atender, depois comecei fazer outras coisas, e em seguida a Amelie apareceu no quarto falando “pia mamãe, pia mamãe”. Eu não estava entendendo nada! Pedi pra que ela me mostrasse o que ela queria, ela me puxou pela mão, me levou até a sala e apontou pra minha caneca que eu havia esquecido em cima do sofá...

Eis o verdadeiro processo de ensino-aprendizagem! 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Vocabulário

Todos sabem que qualquer idioma sofre variações de significados e pronúncias devido a vários fatores e, também sabemos que as crianças possuem o seu próprio dialeto. E ao longo destes dois anos e quase três meses, percebi que este dialeto não foge a regra dos idiomas e também têm pequenas (ou grandes) variações de acordo com cada pequeno indivíduo. Por exemplo, acredito que a grande maioria dos bebês utiliza o termo “papá” para comida, “naná” para dormir e assim por diante. E com as duas não poderia ser diferente...

Diante disso, achei interessante compartilhar algumas das especificidades aqui de casa!

Até duas semanas atrás, elas não falavam qualquer tipo de diminutivo! Pois é, acreditem! O Cebolinha era o “cebola”, a calcinha era “caça”, o parquinho era “paco”, e por aí vai... mas agora tudo que elas conseguem, elas transformam em diminutivo, o pano virou “pãníío”, o porco: “poquino”, o banho: “bãíío”, o prato: “patinho” e tudo com uma sonoridade ligeiramente nasal! Vai entender...

E para que daqui alguns anos eu possa me lembrar destas palavrinhas, resolvi registrar um pouco deste rico vocabulário, pois ele vai se modificando numa velocidade impressionante!!

Amelie = Milí (para a Sofia) e Ameu (para Amelie, mas essa semana ela começou a falar Amilí).
Bob esponja = poponja
Borboleta = beleta
Cabelo = belelo
Cadeira = tetela
Chinelo = lelelo
Consegui = quisigui
Formiga = simiga
João bobo = xobôbo
Licença = seceta
Nariz = liliz
Natação = sação
Outra praia = Oto paia
Pequeno Príncipe = píquipi
Procurar = tulá
Presente = piseti
Protetor = totô
Sabonete = samelete
Salsicha = sisicha
Sofia = Fofoia (para a Sofia) e Fia (para a Amelie)
Sutiã = titiã
Telefone = cesane
Toalha = cália
Último = últumo
Vermelho = semelho

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Só “boazinhas”?

Não é a primeira vez que eu ouço: “nossa, como elas são boazinhas!”

Por que eu ouço tanto isso? Simples... elas não reclamam pra escovar o dente, elas guardam os brinquedos quando alguém pede, elas levam o copo na pia quando terminam de beber o leite, elas ficam paradas ouvindo a bronca, vão pro castigo sozinhas quando mandadas, se tiram as coisas das gavetas colocam tudo pra dentro de novo, enfim...

Quantos anos elas têm? Pouco mais de 1 ano e meio!

Você pode me perguntar: “Elas não dão trabalho nenhum??”

Gente, são duas crianças! Óbvio que dão trabalho! Elas brigam, fazem mal-criação, espalham brinquedos, tiram os sapatos, choram, e tudo mais que crianças fazem.

Mas tem uma coisa que não entendo, sempre que vimos uma criança fazendo coisas que julgamos erradas, falamos: “nossa, que criança mal-educada!”, ou, “Ah se fosse meu filho, eu não deixava!” Ou seja, a culpa sempre é dos pais e invariavelmente da mãe!

E por que nas situações inversas não se fala: ”nossa, que criança bem-educada!”, ou até mesmo, “parabéns fulana, você educa muito bem seu filho”.

Mas ao invés disso é sempre a mesma frase: “como são boazinhas!”. Como se elas nascessem sabendo fazer tudo isso!

Se um já dá trabalho, imagina dois...

Pois é, acho que essa é a frase mais ouvida por quem tem filhos gêmeos, mais até do que: “são idênticos?”

Mas confesso que esperava ouvir isso só enquanto ainda eram bebezinhas, mas não é que elas estão quase com dois anos e ainda ouço isso por toda e qualquer pessoa que descobre que eu tenho gêmeas!

Calma gente, não é esse caos todo!! Obviamente que tranquilidade é uma palavra que não existe mais no meu dicionário há tempos, mas não tem segredo. Minha receita é:

1 – Ta chorando? Espera um pouco que eu já to chegando! Não dá pra sair correndo senão posso atropelar a outra pelo caminho...

2 – Caiu? Humm... bateu a cabeça ou a boca? Tá sangrando? Não? Ótimo... um beijinho pra sarar, um “pózinho mágico pra tirar a dor” e depois... levanta pra cair de novo!

3 – Mania de limpeza em casa? Zero!

4 – E por último... Muita, mas muita paciência!!! E quando realmente ela não existir mais, nada como um ataque de histeria de vez em quando pra acalmar os ânimos: “Parem de brigar!!!” ou “AAH, chega de gritaria pelo amor de Deus!!!” ou ainda: “Vão as duas brincar no quarto já, que eu preciso terminar o almoço!!”. Essa última tem múltiplas variáveis: “preciso... trabalhar, lavar roupa, arrumar a casa, etc.”

terça-feira, 26 de julho de 2011

Cadê o bocão??

Estávamos todos numa lanchonete, e Sofia estava no meu colo. Como todo adulto faz quando uma criança se recusa a comer, comecei a fazer gracinhas pra ver se resolvia, depois de várias tentativas (em vão), perguntei a ela:

Cadê o bocão da mamãe???

E ela respondeu levantando o dedinho e apontando para minha boca...

Sem mais comentários...

Creche, mas já? Não é cedo?

Se você, como eu, é daqueles que pensa que creche para crianças de 1 ano servem “só para brincar”... Bem-vindo ao clube!!!

Mesmo conversando com as professoras ao longo do semestre, ainda não tinha me dado conta de que a creche é um espaço de brincadeiras sim, mas de muitas outras coisas. Na teoria tem-se a idéia de que a creche é bom para o desenvolvimento da criança e etc, mas na prática só cheguei a essa conclusão de fato quando ao fim do semestre recebi a 1ª avaliação das meninas. Avaliação? Com 1 ano e meio?? Como assim?

Pois é, acreditem!!! Além de rir muito imaginando elas realizarem as as atividades descritas, foi uma ótima oportunidade de aprender. Aprendi que nós mães/pais, por mais bem intencionados que sejamos não temos competência para ensinar certas coisas. Por exemplo: ginástica, atividades de equilíbrio, entre outras atividades nas aulas de educação física (sim, elas tem educação física!), aperfeiçoamento da coordenação motora, independência, coletividade, e principalmente a descoberta de que o mundo não se resume a sua própria casa.

Levei um susto quando “de repente” descobri que elas não precisam mais da tampa no copo (e não se sujaram desde a primeira tentativa em casa!!), que elas já sobem o escorregador grande, logo, o sofá e as cadeiras agora são moleza!! E que desenvolveram brilhantemente a arte do arremesso... rsrs

O que será que me aguarda no próximo semestre?

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Medo ou proteção?

Essa semana voltava da creche com as duas e, como de costume, estava uma de cada lado segurando minhas mãos. Mas, precisei soltá-las para amarrar o cadarço do meu tênis, por isso, mantive as duas grudadas em mim enquanto me abaixava. Obviamente, mal olhei para o tênis!

Neste exato momento passou um carro por nós e a Amelie no mesmo instante se virou e abraçou a irmã. Achei tão lindo, mas depois me dei conta de que nunca saberei o “real” motivo deste abraço...

Terá sido para proteger a irmã? Ou para proteger a si mesma??

Mais um mistério dessas duas!