"Crescendo foi ganhando espaço, pulou do meu braço, nasceu outro dia e já quer ir pro chão"
terça-feira, 27 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Ensino-aprendizagem
quinta-feira, 8 de março de 2012
Vocabulário
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Só “boazinhas”?
Não é a primeira vez que eu ouço: “nossa, como elas são boazinhas!”
Por que eu ouço tanto isso? Simples... elas não reclamam pra escovar o dente, elas guardam os brinquedos quando alguém pede, elas levam o copo na pia quando terminam de beber o leite, elas ficam paradas ouvindo a bronca, vão pro castigo sozinhas quando mandadas, se tiram as coisas das gavetas colocam tudo pra dentro de novo, enfim...
Quantos anos elas têm? Pouco mais de 1 ano e meio!
Você pode me perguntar: “Elas não dão trabalho nenhum??”
Gente, são duas crianças! Óbvio que dão trabalho! Elas brigam, fazem mal-criação, espalham brinquedos, tiram os sapatos, choram, e tudo mais que crianças fazem.
Mas tem uma coisa que não entendo, sempre que vimos uma criança fazendo coisas que julgamos erradas, falamos: “nossa, que criança mal-educada!”, ou, “Ah se fosse meu filho, eu não deixava!” Ou seja, a culpa sempre é dos pais e invariavelmente da mãe!
E por que nas situações inversas não se fala: ”nossa, que criança bem-educada!”, ou até mesmo, “parabéns fulana, você educa muito bem seu filho”.
Mas ao invés disso é sempre a mesma frase: “como são boazinhas!”. Como se elas nascessem sabendo fazer tudo isso!
Se um já dá trabalho, imagina dois...
Pois é, acho que essa é a frase mais ouvida por quem tem filhos gêmeos, mais até do que: “são idênticos?”
Mas confesso que esperava ouvir isso só enquanto ainda eram bebezinhas, mas não é que elas estão quase com dois anos e ainda ouço isso por toda e qualquer pessoa que descobre que eu tenho gêmeas!
Calma gente, não é esse caos todo!! Obviamente que tranquilidade é uma palavra que não existe mais no meu dicionário há tempos, mas não tem segredo. Minha receita é:
1 – Ta chorando? Espera um pouco que eu já to chegando! Não dá pra sair correndo senão posso atropelar a outra pelo caminho...
2 – Caiu? Humm... bateu a cabeça ou a boca? Tá sangrando? Não? Ótimo... um beijinho pra sarar, um “pózinho mágico pra tirar a dor” e depois... levanta pra cair de novo!
3 – Mania de limpeza em casa? Zero!
4 – E por último... Muita, mas muita paciência!!! E quando realmente ela não existir mais, nada como um ataque de histeria de vez em quando pra acalmar os ânimos: “Parem de brigar!!!” ou “AAH, chega de gritaria pelo amor de Deus!!!” ou ainda: “Vão as duas brincar no quarto já, que eu preciso terminar o almoço!!”. Essa última tem múltiplas variáveis: “preciso... trabalhar, lavar roupa, arrumar a casa, etc.”
terça-feira, 26 de julho de 2011
Cadê o bocão??
Estávamos todos numa lanchonete, e Sofia estava no meu colo. Como todo adulto faz quando uma criança se recusa a comer, comecei a fazer gracinhas pra ver se resolvia, depois de várias tentativas (em vão), perguntei a ela:
Cadê o bocão da mamãe???
E ela respondeu levantando o dedinho e apontando para minha boca...
Sem mais comentários...
Creche, mas já? Não é cedo?
Se você, como eu, é daqueles que pensa que creche para crianças de 1 ano servem “só para brincar”... Bem-vindo ao clube!!!
Mesmo conversando com as professoras ao longo do semestre, ainda não tinha me dado conta de que a creche é um espaço de brincadeiras sim, mas de muitas outras coisas. Na teoria tem-se a idéia de que a creche é bom para o desenvolvimento da criança e etc, mas na prática só cheguei a essa conclusão de fato quando ao fim do semestre recebi a 1ª avaliação das meninas. Avaliação? Com 1 ano e meio?? Como assim?
Pois é, acreditem!!! Além de rir muito imaginando elas realizarem as as atividades descritas, foi uma ótima oportunidade de aprender. Aprendi que nós mães/pais, por mais bem intencionados que sejamos não temos competência para ensinar certas coisas. Por exemplo: ginástica, atividades de equilíbrio, entre outras atividades nas aulas de educação física (sim, elas tem educação física!), aperfeiçoamento da coordenação motora, independência, coletividade, e principalmente a descoberta de que o mundo não se resume a sua própria casa.
Levei um susto quando “de repente” descobri que elas não precisam mais da tampa no copo (e não se sujaram desde a primeira tentativa em casa!!), que elas já sobem o escorregador grande, logo, o sofá e as cadeiras agora são moleza!! E que desenvolveram brilhantemente a arte do arremesso... rsrs
O que será que me aguarda no próximo semestre?
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Medo ou proteção?
Essa semana voltava da creche com as duas e, como de costume, estava uma de cada lado segurando minhas mãos. Mas, precisei soltá-las para amarrar o cadarço do meu tênis, por isso, mantive as duas grudadas em mim enquanto me abaixava. Obviamente, mal olhei para o tênis!
Neste exato momento passou um carro por nós e a Amelie no mesmo instante se virou e abraçou a irmã. Achei tão lindo, mas depois me dei conta de que nunca saberei o “real” motivo deste abraço...
Terá sido para proteger a irmã? Ou para proteger a si mesma??
Mais um mistério dessas duas!

