quinta-feira, 8 de março de 2012

Vocabulário

Todos sabem que qualquer idioma sofre variações de significados e pronúncias devido a vários fatores e, também sabemos que as crianças possuem o seu próprio dialeto. E ao longo destes dois anos e quase três meses, percebi que este dialeto não foge a regra dos idiomas e também têm pequenas (ou grandes) variações de acordo com cada pequeno indivíduo. Por exemplo, acredito que a grande maioria dos bebês utiliza o termo “papá” para comida, “naná” para dormir e assim por diante. E com as duas não poderia ser diferente...

Diante disso, achei interessante compartilhar algumas das especificidades aqui de casa!

Até duas semanas atrás, elas não falavam qualquer tipo de diminutivo! Pois é, acreditem! O Cebolinha era o “cebola”, a calcinha era “caça”, o parquinho era “paco”, e por aí vai... mas agora tudo que elas conseguem, elas transformam em diminutivo, o pano virou “pãníío”, o porco: “poquino”, o banho: “bãíío”, o prato: “patinho” e tudo com uma sonoridade ligeiramente nasal! Vai entender...

E para que daqui alguns anos eu possa me lembrar destas palavrinhas, resolvi registrar um pouco deste rico vocabulário, pois ele vai se modificando numa velocidade impressionante!!

Amelie = Milí (para a Sofia) e Ameu (para Amelie, mas essa semana ela começou a falar Amilí).
Bob esponja = poponja
Borboleta = beleta
Cabelo = belelo
Cadeira = tetela
Chinelo = lelelo
Consegui = quisigui
Formiga = simiga
João bobo = xobôbo
Licença = seceta
Nariz = liliz
Natação = sação
Outra praia = Oto paia
Pequeno Príncipe = píquipi
Procurar = tulá
Presente = piseti
Protetor = totô
Sabonete = samelete
Salsicha = sisicha
Sofia = Fofoia (para a Sofia) e Fia (para a Amelie)
Sutiã = titiã
Telefone = cesane
Toalha = cália
Último = últumo
Vermelho = semelho

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Só “boazinhas”?

Não é a primeira vez que eu ouço: “nossa, como elas são boazinhas!”

Por que eu ouço tanto isso? Simples... elas não reclamam pra escovar o dente, elas guardam os brinquedos quando alguém pede, elas levam o copo na pia quando terminam de beber o leite, elas ficam paradas ouvindo a bronca, vão pro castigo sozinhas quando mandadas, se tiram as coisas das gavetas colocam tudo pra dentro de novo, enfim...

Quantos anos elas têm? Pouco mais de 1 ano e meio!

Você pode me perguntar: “Elas não dão trabalho nenhum??”

Gente, são duas crianças! Óbvio que dão trabalho! Elas brigam, fazem mal-criação, espalham brinquedos, tiram os sapatos, choram, e tudo mais que crianças fazem.

Mas tem uma coisa que não entendo, sempre que vimos uma criança fazendo coisas que julgamos erradas, falamos: “nossa, que criança mal-educada!”, ou, “Ah se fosse meu filho, eu não deixava!” Ou seja, a culpa sempre é dos pais e invariavelmente da mãe!

E por que nas situações inversas não se fala: ”nossa, que criança bem-educada!”, ou até mesmo, “parabéns fulana, você educa muito bem seu filho”.

Mas ao invés disso é sempre a mesma frase: “como são boazinhas!”. Como se elas nascessem sabendo fazer tudo isso!

Se um já dá trabalho, imagina dois...

Pois é, acho que essa é a frase mais ouvida por quem tem filhos gêmeos, mais até do que: “são idênticos?”

Mas confesso que esperava ouvir isso só enquanto ainda eram bebezinhas, mas não é que elas estão quase com dois anos e ainda ouço isso por toda e qualquer pessoa que descobre que eu tenho gêmeas!

Calma gente, não é esse caos todo!! Obviamente que tranquilidade é uma palavra que não existe mais no meu dicionário há tempos, mas não tem segredo. Minha receita é:

1 – Ta chorando? Espera um pouco que eu já to chegando! Não dá pra sair correndo senão posso atropelar a outra pelo caminho...

2 – Caiu? Humm... bateu a cabeça ou a boca? Tá sangrando? Não? Ótimo... um beijinho pra sarar, um “pózinho mágico pra tirar a dor” e depois... levanta pra cair de novo!

3 – Mania de limpeza em casa? Zero!

4 – E por último... Muita, mas muita paciência!!! E quando realmente ela não existir mais, nada como um ataque de histeria de vez em quando pra acalmar os ânimos: “Parem de brigar!!!” ou “AAH, chega de gritaria pelo amor de Deus!!!” ou ainda: “Vão as duas brincar no quarto já, que eu preciso terminar o almoço!!”. Essa última tem múltiplas variáveis: “preciso... trabalhar, lavar roupa, arrumar a casa, etc.”