quinta-feira, 30 de junho de 2011

Medo ou proteção?

Essa semana voltava da creche com as duas e, como de costume, estava uma de cada lado segurando minhas mãos. Mas, precisei soltá-las para amarrar o cadarço do meu tênis, por isso, mantive as duas grudadas em mim enquanto me abaixava. Obviamente, mal olhei para o tênis!

Neste exato momento passou um carro por nós e a Amelie no mesmo instante se virou e abraçou a irmã. Achei tão lindo, mas depois me dei conta de que nunca saberei o “real” motivo deste abraço...

Terá sido para proteger a irmã? Ou para proteger a si mesma??

Mais um mistério dessas duas!

domingo, 19 de junho de 2011

Comer, comer... é o melhor para poder crescer!

Essa semana teve campanha de vacinação contra poliomielite, vulgo, “Zé Gotinha”. E como não poderia deixar de ser, lá fui eu levar as pimpolhas. Depois de tomar a vacina, uma das enfermeiras perguntou:

“- Pode dar balão? Elas gostam?”

“- Sim, elas adoram.”

Em seguida a mesma enfermeira:

“- E pipoca?”

“- Não, obrigada.”

Como se eu tivesse acabado de negar um prato de arroz e feijão para uma pessoa faminta, ela questionou:

“- Mas por que?”

"- É que eu evito dar doces para as duas."

Ela me olhou como se eu fosse um monstro perverso, insensível e cruel, (pelo menos foi assim que me senti), e ainda disse:

“- Mas quase não tem açúcar.”

Saí de lá com duas indagações:

1°: uma pipoca feita de milho/canjica e açúcar... “quase não tem açúcar”?

2°: uma profissional da saúde não deveria ter me elogiado por evitar dar açúcar para uma criança de apenas 1 ano e meio ao invés de me recriminar?

Ainda fiquei um bom tempo com peso na consciência, pensando se não tinha sido muito radical, mas aí me lembrei de crianças, de idades próximas, que comem doces e guloseimas a vontade, tomam refrigerante e que por conta disso (ou não) mal comem comida, verduras e legumes... E, sei que se eu servir pedra refogada para as duas, elas comem tudo e ainda pedem mais! Daí o peso na consciência passou rapidinho!

Mais vale ver a cara de reprovação de algumas pessoas e continuar ouvindo os elogios das professoras delas:

"Como elas comem bem! Não negam nada e repetem quase todos os dias"

Minhas ogrinhas, meu orgulho!!! kkk

domingo, 29 de maio de 2011

Era tão bom...

Já ouviram aquela frase: “Era tão bom quando...”?

Quando se ouve algo do gênero, a impressão que se tem é que ao dizer isto, já se passou muuuito tempo desde o ocorrido, não é?

Pois bem, acabo de chegar a conclusão de que é só impressão mesmo, pois as meninas nem completaram 1 ano e meio e já me pego falando:

“Era tão bom quando dormiam o dia inteiro”.

Era tão bom quando eu não tinha manchas de canetinha na roupinha delas”.

Era tão bom quando o chão de casa não era um campo minado”.

Era tão bom quando na aula de natação elas ainda não sabiam virar um copinho cheio de água na minha cabeça”.

Ai ai... tenho até medo de imaginar quantas frases dessas ainda vou dizer na vida! E desta vez não é impressão, tenho certeza que serão muitas!